A ABRE só recebe doações de eletro-eletrônicos em condições de uso.

Esses materiais são encaminhados às instituições que participam de nosso cadastro, que geralmente os usam no trabalho do dia-a-dia, entretanto, nenhuma de nossas instituições possui equipe capacitada para reciclar esse tipo de material.

Nossa proposta é de apenas prolongar o uso desses equipamentos, que atualmente são trocados com uma freqüência maior do que a realmente necessária. Os equipamentos que recebemos, mesmo aqueles com pequenos defeitos, tem em média, 2 a 3 anos de uso, e a utilização muitas vezes não opera com todas as possibilidades e capacidades dos mesmos. O lixo eletrônico é considerado como resíduo reverso, indicando os fabricantes como responsáveis pela manipulação final, incluindo com isso os custos da logística e do descarte. A reciclagem de eletrônicos (computadores, celulares,etc) requer treinamento e cuidados especiais na manipulação de produtos altamente tóxicos. O uso de substâncias tóxicas já foi restringido, mas as informações ainda limitam em 3 os caminhos possíveis para o lixo eletrônico: a reciclagem, a incineração e a exportação.

Segundo o site www.lixoeletronico.org.br:

“A reciclagem consiste em separar os materiais que compõem um objeto e prepará-los para serem usados novamente como matéria-prima dentro do processo industrial. Nem sempre a reciclagem se destina à reinserção dentro do mesmo ciclo produtivo: um computador reciclado pode gerar materiais que vão ser utilizados em outras indústrias. Grande parte do lixo eletrônico captado no Brasil é processada da seguinte forma: as partes valiosas mais expostas ou aquelas que não podem ser descaracterizadas (por exemplo, monitores de computador) são separadas manualmente. Todo o restante é, em essência, moído, para em seguida ser acomodado em contêineres e enviado para fora do país. Em todo o processo de fabricação de qualquer eletrônico, além de incorrer em comportamento levemente antiético ao estimular o desejo desenfreado por consumir cada vez mais, muitas empresas adotam também comportamento explicitamente predatório: a extração de matérias-primas e a produção industrial de eletrônicos freqüentemente fazem uso de mão de obra precária, não levam em conta os impactos social e ambiental, e produzem uma grande quantidade de resíduos tóxicos”... e ainda, “a situação do lixo eletrônico está totalmente desequilibrada: a quantidade de descarte produzido a cada mês supera em muito a capacidade de absorção e reciclagem do sistema produtivo”.

®Visite o site, acompanhe o blog, e conheça as opções de encaminhamento responsável de seus materiais. É muito importante lembrarmos que o consumo desenfreado é incompatível com o consumo consciente, que cabe a cada um repensar as questões econômicas e ecológicas, mas que se não mudarmos esse modelo de consumo, de nada adiantará repensarmos ou defendermos mudanças coletivas.

Reciclagem dos eletrônicos

O lixo eletrônico que nos é doado e que vem com todas as capacidades e funcionalidades são entregues a entidades que poderão aproveitá-los para uso em sua própria administração, salas de aula para cursos de informática de sistemas, software e montagem. O lixo eletrônico também pode ser reciclado como artesanato.

Sala de Informática Seara

Sala de Informática Seara

Sala de aula de sistemas, digitação e programação montada com doações.

Sala de TV da Casa Ondina Lobo

Sala de TV da Casa Ondina Lobo

Sala de estar dos acolhidos pela Casa Ondina Lobo.

Sala de Informática da ADERE

Sala de Informática

ADERE

Escritório da ABRE

Escritório da ABRE

Computador principal do nosso escritório